Nesse post, vou me basear em um livro de Edgar Morin chamado “Os sete Saberes Necessários à Educação do Futuro” e em uma palestra do TEDx para falar sobre o diálogo.
Morin diz que o inesperado nos surpreende “... nós nos acostumamos de
maneira segura com nossas teorias, crenças e ideias, sem deixar lugar para o
acolher.” Dentro de uma organização civil ou não, muitas vezes não conseguimos
um contato direto e construtivo com o outro e é nisso que acredito que o
diálogo pode ajudar.
“O homem é um ser a um só tempo plenamente biológico e plenamente
cultural, que traz em si a individualidade originária. É super e hipervivente: desenvolveu
de modo surpreendente as potencialidades da vida.” Como lidar com esse ser
super e hipervivente segundo Morin? Precisamos pensar em nós mesmos para
conseguirmos identificar no outro métodos para um diálogo eficaz.
Segundo Viviane Mansi em seu blog http://www.comunicacaocomfuncionario.com.br/ : “Vivemos
também uma mudança geracional. Ao passo que conquistam mais espaço nas
organizações, profissionais da geração Y querem e esperam uma comunicação mais
dinâmica, direta e informal, de múltiplas vias, tanto de colegas quanto de
líderes. Ou seja, mais diálogo, menos enrolação. Os fluxos de comunicação, não
só descendente, mas também ascendente e lateral têm desafiado as rígidas
empresas a quebrar suas estruturas hierárquicas para que a comunicação e o
diálogo tenham caminhos internos para encontrar soluções. A organização de hoje
não é igual a de anos atrás.”
Os diálogos devem mudar, devem acompanhar a
mudança tecnológica, devem acompanhar a nova geração de pessoas que não estão
mais preocupadas apenas com questões racionais dentro das organizações.
A educação deve mudar, as empresas devem
mudar. As pessoas já mudaram faz muito tempo.
Referência:
Morin, Edgar - Os sete Saberes
Necessários à Educação do Futuro 3a. ed. - São Paulo - Cortez; Brasília, DF:
UNESCO, 2001
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ResponderExcluirNada no mundo é estático e nós, seres humanos, podemos até não perceber, mas somos seres em contante mutação, evolução. A comunicação necessita desse dinamismo, caso contrário, caminhamos, como já acontece, para um mundo sem diálogo, sem percepção do "outro".
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