sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Memória Institucional


O crescente interesse que a memória institucional vem despertando nas organizações hoje propicia um novo campo de trabalho aos Relações Públicas, de modo inovador e efetivo. O conceito de memória ganhou uma nova concepção na medida em que houve transformações, como a Revolução Industrial, cujas as preocupações culturais e políticas foram surgindo caracterizadas como emergência da memória, remetendo a volta ao passado. Com tudo isso, as organizações perceberam a necessidade de construir programas de memória para estabelecer um maior comprometimento de seus funcionários, além de apresentar para a sociedade o seu papel histórico. O papel histórico das organizações impulsiona o processo de reconhecimento das gestões passadas, permitindo pontuar situações favoráveis para o futuro. A memória permite o redescobrimento de experiência e valores. Como pode ser visto pela afirmação de Worcmam:
 
 A história de uma empresa não deve ser pensada como resgate do passado, mas como marco referencial a partir do qual as pessoas redescobrem valores e experiências, reforçam vínculos presentes, criam empatia com a trajetória da organização e podem refletir sobre as expectativas dos planos futuros. A sistematização da memória de uma empresa é um dos melhores instrumentos à disposição da comunicação empresarial e corporativa. Isto porque as histórias não são narrativas que acumulam, sem sentido, tudo o que vivemos. O grande desafio está em saber utilizá-las” (2004, p.23).

 
 

 
A memória institucional, segundo Nassar, fortalece o sentimento de pertença das redes de relacionamentos entre os públicos. Ela representa a mediação entre o passado e o presente, promove a preservação do capital emocional e intelectual do patrimônio técnico e informativo, preserva o patrimônio intangível da empresa. Na concepção de Nassar, a memória empresarial é,

[...] o conjunto de sensações, lembranças e experiências, tanto
boas como ruins, que as pessoas guardam de sua relação direta
            com uma empresa. Por isso, mais do que produtos e serviços, 
 as empresascompartilham, seja com seu colaborador, seja com
                                           a comunidade, seu imaginário organizacional (2007, p. 179).
 


Assim, percebemos que a cultura, os comportamentos, os símbolos, a identidade e a comunicação que são elementos formadores da personalidade e imagem da empresa são, também, os grandes pilares da memória e ao serem pensados e explorados em conjunto podem consolidar positivamente a imagem social e principalmente, colaborativa em reforçar valores e experiências da empresa de forma transparente e histórica.
 
 
Referências Bibliográficas:
 Geraldes da Porciúncula, Cristina Russo: “Funções das Relações Públicas Aplicadas e Programas de Memória Institucional”
NASSAR, Paulo. Memória de Empresa: história e comunicação de mãos dadas, a construir o futuro das organizações. São Paulo: Aberje, 2004.

WORCMAN, Karen. Memória do futuro: um desafio. In NASSAR, Paulo. Memória de

Empresa: história e comunicação de mãos dadas, a construir o futuro das organizações. São Paulo: Aberje, 2004.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Enfim, estamos em tempo de agregar valores!

Visando um mundo melhor e um retorno positivo frente a sociedade por parte das organizações, e até embasando-se na transição de fase do Marketing podemos observar a tendência de ser investir em ações de comunicação interna que agregam valor a organização e que assim contribuem para com a sociedade.

Muito se tem dito, desde as conclusões de Kotler sobre a passagem do Marketing 2.0 para o Marketing 3.0, ou seja, do foco em consumidores para o foco em valores. Essa nova postura da área nos mostra os beneficios gerados por meio dessa transição frente aos diversos públicos de uma organização, e chega até a ser uma ferramente essencial para a modificação de culturas organizacionais.

Exemplificando, ao criarmos um programa para mulheres baseado em ideias de igualdade (feminismo), em uma "organização X", com palestras, coaching/ treinamento, grupos de conversa, entendendo as necessidades especiais das mulheres (dando suporte no período de gestação, por exemplo); damos um retorno a sociedade quando condicionamos os nossos colaboradores pensarem diferente, assim propiciando a todos mais qualidade de vida e o principal, um mundo melhor.

Uma ação como essa sugere trazer mais alguns beneficios como: atração e retenção de talentos, (novos) clientes e fornecedores, patrocinadores, assim  como o desenvolvimento dos colaboradores, visibilidade da organização, motivação, melhor clima organizacional, entre outros.

Alguns poderiam questionar: "mas por que se embasar em Marketing para sugerir algo em comunicação interna?!" Eu responderia que o Marketing nos auxilia a explicar e ter mais argumentos para não deixarmos o lucro de lado, e assim, fazer com que a alta gestão esculte os nossos projetos voltados a essa área. Porém, ressalto, que tal tendência só se torna eficaz se for aplicada de forma AUTÊNTICA, ou seja, visando um mundo melhor; deixando claro a importância disso.

Com o o embasamento trazido pelo Marketing entendemos tanto como atrair a alta gestão a esse tipo de projeto, quanto os beneficios atingidos e o lucro em si. Trazendo a sabedoria popular, "Juntamos o útil ao agradável".

Estamos em tempo de agregar valores, e por isso o meu apelo, vamos transformar o mundo em um lugar melhor, começando de dentro. Sejam criativos!


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Cultura Sustentável!

Hoje em dia, muito se tem dito sobre a importância da sustentabilidade nas organizações. Em comunicação interna, podemos associar esse valor a cultura de diversas organizações que dizem estar inseridas nesse "contexto sustentável". Assim, mostraremos o intuito que deve vir por trás ao propagar de possíveis ações sustentáveis dentro da comunicação interna, frente ao ponto da importância da cultura ser implementada de forma autentica.

Primeiramente, para se considerar uma organização ou um sistema como sustentável, têm que ser cumpridos três requisitos básicos: o socialmente justo, o ecologicamente correto e o economicamente viável. Tal premissa pode ser confirmada por Ernst Ligteringenpresidente do GRI (Global Reporting Initiative), quando defende a ideia de que “Pessoas, planetas e lucros não podem ser pensados separadamente”.

Com certeza, o conceito de Sustentabilidade é algo muito importante nos dias de hoje, quando vemos o impacto que ela gera, no sentido da imagem gerada em cima de sua aplicação; em seus benefícios e principalmente também quando consideramos o conceito de economia como mediadora de recursos naturais escassos frente a vontades humanas infinitas. Ou seja, na teoria o economicamente viável deveria ser o equilíbrio do socialmente justo e do ecologicamente correto; porém, na prática todos sabemos que não é bem assim que acontece.

Levando em conta esse contexto, podemos explicar o motivo pelo qual percebemos uma relação direta da sustentabilidade com a ética. Primeiramente, O “socialmente justo” ou “pessoas”, como aponta Ligteringe, mostra o a base do conceito de sustentabilidade, desmembrado em sua necessidade de entender a ética, como parte da filosofia dedicada ao estudo de valores morais e princípios do comportamento humano.

Com essas determinantes, podemos relacionar os termos, ou seja, sustentabilidade é ter consciência dos efeitos tangíveis e intangíveis do comportamento humano.     

Sendo assim, é fácil colocar em questão as políticas públicas, o governo e muitas organizações, que prioriza lucros cada vez maiores, deixam de lado todo o resto; muitas vezes procedendo de maneira imoral.

Claro que, podemos também, atribuir tal desvio do conceito, a sociedade pós-moderna em função de sua comodidade (basicamente causado pela complexidade de nossos tempos e o sistema em que estamos inseridos; o tal do “Capitalismo Selvagem”), além de que, a mentalidade de que o individuo pensa e age em pensamento de crescimento a favor de si mesmo e não a um bem coletivo.

Portanto, tais fatores deixam evidente o desvio no conceito de Sustentabilidade por parte da conjunção da sociedade e nos leva a perceber que no contexto atual há uma grande necessidade de reconstituição das variáveis para que esse conceito seja (re)composto de maneira ideal.  

Porém vale lembrar que este conceito, assim como sua tentativa de aplicação só foi criado por existir ética e que essa, esta em desenvolvimento quando comparada as limitações da sociedade, ainda que em função da necessidade.

Com isso, podemos concluir que a autenticidade do valor da ação em questão deve existir para que não caia em vão e, assim, podemos abranger para diferentes temas que estão ligados diretamente em dar um retorno compensatório a sociedade. Isso pode ser visto como uma verdadeira tendência em comunicação interna e deve ser pensado ao abordar esse e outros assuntos, que possuem implicações sociais, mesmo que em discurso. 

A sustentabilidade sempre será uma tendência, então devemos olhar para ela com olhos pontuais e acertivos.



Engajamento e felicidade

Acredito que a comunicação interna efetiva só pode ser feita com uma liderança afiada em seu diálogo institucional. A boa relação com a chefia influencia muito o engajamento dos funcionários e é essencial em nossa sociedade moderna.

Os profissionais responsáveis pela comunicação interna devem compreender este cenário e aproveitar ferramentas consideradas “ultrapassadas” para alguns, porém, que na minha opinião geram um ótimo clima organizacional.
Comunicação interna é estratégica. Os canais de comunicação devem visar a disseminação da missão visão e valores da empresa para gerar um entendimento claro nos times sobre o foco do negócio.

Fecho com a reflexão de Fábio Betti Salgado para o blog “Nós da comunicação” onde ele aborda o tema “felicidade no trabalho”
  “A felicidade é parte da nova economia, onda pela qual diversas organizações já vêm surfando e cujos primeiros resultados podem ser observados em estudos como o conduzido recentemente pelo Gallup, que demonstrou que empresas com funcionários altamente engajados tiveram um aumento de 342% no lucro por ações em relação às demais companhias... Já a Price-Jones foi mais além e identificou, num estudo de 2010, que as pessoas mais felizes, em comparação com as menos felizes, são 25% mais eficientes, 47% mais produtivas, 50% mais motivadas, 82% mais satisfeitas e 108% mais engajadas.”
Nós comunicadores podemos e devemos engajar internamente. Vamos lá?
Referências:
Todos os blogs foram visitados no dia 26/08/2013.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Blog do Presidente e o Relacionamento com Funcionários

Uma tendência cada vez mais frequentemente vista no mercado da comunicação organizacional é o Blog do Presidente, uma forma descontraída do líder de uma companhia chegar aos seus funcionários, demonstrando interesse e preocupação sobre o que é feito. E também abre a possibilidade dos colaboradores chegarem à alta gestão “sem cerimonias”.

Porém, não basta iniciar um blog e esperar que bons resultados e relacionamentos apareçam como mágica. A constância, por exemplo, é essencial após a criação do veículo: se deixado de lado, o efeito de aproximação pode ser contrário e encarado como falta de interesse do gestor. É também interessante se todos os altos líderes da empresa conseguirem postar, sendo assim um “Blog de Gestores” ou “Blog de Líderes”, abordando diversos assuntos de suas respectivas áreas.

Sobre as postagens, é importante que os temas discutidos sejam atuais e alinhados a o que a empresa costuma empregar, sempre abordados com clareza e objetividade, tratando, inclusive, sobre possíveis problemas ou assuntos delicados da organização, o que fortalece a confiança do colaborador sobre os conteúdos divulgados.


Pode-se concluir que o Blog do Presidente é de grande benefício para uma organização. A ação, se bem planejada, torna-se uma ferramenta de comunicação entre os funcionários, importante para a aproximação de todos e troca de ideias e criticas ao que já é aplicado.

O blog também precisa estar adequado visualmente à empresa. Precisa ser interativo e de fácil acesso ao funcionário, moderno e sempre procurando a proximidade do público. Além disso, a divulgação do blog precisa ser efetiva: o funcionário precisa ser incentivado à acessar o blog, precisa perceber que é uma boa plataforma de troca de ideias com o alto escalão da companhia.