sábado, 25 de maio de 2013

Comunicação Face a Face!




Sabemos que comunicar algo a alguém não é uma tarefa muito fácil, isso porque o diálogo pode se definir em um jogo de ações cognitivas, psicológicas e físicas, que por depender de tantas variáveis, se torna muito complexo. Ou seja, ele não se baseia somente em palavras, mas também na maneira com que o receptor entende a mensagem e no ruído que interfere diretamente nesse entendimento. Foi por perceber essa complexidade que as organizações começaram a investir na área de Comunicação Interna, com o intuito de facilitar, não só o relacionamento entre a diretoria e os funcionários, mas também, o relacionamento entre as diversas áreas que constituem o organismo.


               Ao analisarmos essa área, percebemos que um fator de grande influência é a tecnologia, que proporcionou maneiras rápidas e fáceis de comunicação em massa. Contudo, o grande aliado da comunicação acabou por se tornar um vilão pelo uso excessivo do relacionamento virtual, o que acabou por distanciar mais uma vez as pessoas dentro das organizações, desprezando o fato que o ser humano é um ser sociável e necessita do contato direto para se sentir parte de um sistema social.


                Nesse contexto, surge uma nova tendência, a “Comunicação Face a Face”, que não despreza a tecnologia, mas também não abusa do uso dessa, equilibrando o contato virtual com o contato pessoal, e de certa forma, “obrigando” os diretores a “gastarem sola de sapato” circulando pelas dependências da empresa e conhecendo, mais a fundo, esse importante steakholder. Isso porque o público interno não deve ser somente um receptor de informações, mas também um produtor, dando sugestões e fazendo críticas, que são totalmente pertinentes se esses estiverem inteirados no negócio (missão, visão, valores). Levando essa questão, percebemos que a tecnologia e os veículos internos acabam por estabelecer um fluxo de comunicação inadequada, pois é um ambiente manipulativo, pois quem tem o comando diz o que quer, porém quem recebe não pode respondê-lo, fator crucial quando se fala em comunicação interna, pois se o funcionário não pode responder ao produto da mensagem, consequentemente ele procurará um colega para expor sua opinião, sua reflexão, sua percepção, podendo fomentar inúmeros conflitos.


                Assim, podemos concluir que mesmo com as mudanças ocasionadas pela introdução a tecnologia foi em parte negativa, pelo uso excessivo dessa ferramenta, que apesar de facilitar na questão do tempo, gera um distanciamento na comunicação. Para reparar essa questão, temos que adotar a “comunicação face a face” e estabelecer uma comunicação de vias duplas, dando espaço para que o receptor possa ser também, produtor de informação.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Velocidade X Realidade

A crescente velocidade de disseminação de videoclipes, jogos, imagens, textos, é permitida e enfatizada na sociedade atual, por meio de algumas ferramentas, como o Twitter, Facebook, Instagram, Youtube, fazendo os consumidores tornarem-se produtores de conteúdo e até formadores de opinião, como colocado por Kotler no livro Marketing 3.0:

“À medida que as mídias sociais se tornarem cada vez mais expressivas, os consumidores poderão, cada vez mais, influenciar outros consumidores com suas opiniões e experiências”. (KOTLER, 2010, p. 09)

Diante dos novos mecanismos e feedbacks em tempo real, a empresa precisa ser transparente em seus valores e ações, pois “Os profissionais de marketing não tem mais controle total sobre suas marcas, pois agora estão competindo com o poder coletivo dos consumidores”* (KOTLER, 2010, p. 11) Porém, a competição não está apenas com os profissionais de marketing e seus consumidores, e sim, no público interno, que é base entre o discurso e a prática da organização, pois acompanha as ações diariamente e conseguem vivenciar a real missão, visão e valor da organização. A empresa pode construir uma imagem de que se preocupa com a sociedade, o planeta, mas essa só terá credibilidade diante das ações realizadas e quando for transformada em objeto de discurso, como ilustrado do livro Amor Líquido:

“O mundo não é humano só por ser feito de seres humanos, nem se torna assim somente porque a voz humana nele ressoa, mas apenas quando se transforma em objeto do discurso ..Nós humanizamos o que se passa no mundo e em nós mesmos apenas falando sobre isso, e no curso desse ato aprendemos a ser humanos. “(BAUMAN- p. 177 -2005)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A Arte de Contar Histórias

 A arte de contar histórias, também chamada de Storytelling, tem como objetivo compartilhar, consolidar valores, crenças e normas culturais. Sua presença é constante em diferentes tempos e cenários, já que se trata de diálogos que podem associar o passado, presente e futuro, por meio de um narrador (contador), personagens, enredo, contexto, elementos esses fundamentais para uma boa história.
 Utilizando o poder da contação de uma história e o momento em que novas tecnologias guiam a sociedade, muitas empresas veem incorporando os valores da organização junto a personagens que consigam elucidar e criar familiaridade com o que é narrado, storytelling passa a ser, segundo uma visão mais mercadológica “um sistema coletivo no qual a aplicação de histórias é parte essencial do processo de construção do senso comum e um meio que permite aos colaboradores agregar experiências individuais à memória corporativa – não só no papel de receptores, mas também de protagonistas dessa história.”¹.
O crescente uso dessa técnica nos locais de trabalho e a tendência para os próximos anos se torna evidente, pois além de criar uma memória de longo prazo em seus colaboradores, permite a confiança, motivação, engajamento entre colaboradores de diferentes níveis hierárquicos, pois conecta o lado humano trazendo o entendimento do contexto e relevância em suas atividades individuais para o todo, criando sentido de sua existência na vida da organização.
   Porém, o sucesso da história não depende apenas dos elementos apresentados, e sim, dos ouvintes/receptores dessa história que se apropriam do que é dito de acordo com a sua bagagem intelectual, emocional e outros fatores. Assim, o desafio do narrador e das empresas é conectar no ouvinte o “eu” que existe e faze-lo entender por meio de metáforas, o outro, criando um marco emocional de tal forma que o outro consiga desenhar imagens na própria cabeça sobre o que foi contado, consumindo a narração e consequentemente arquivando na memória.