segunda-feira, 25 de março de 2013

Desmistificando...

Para atingir uma comunicação interna efetiva, de fato, as organizações devem se preocupar muito mais com o planejamento e as estratégias do que demandar quase todo o tempo de um profissional da área, com o gerenciamento de veículos.

Hoje em dia, é muito comum na maioria das organizações, que aconteça o oposto a isso.

O motivo dessa inversão pode ser explicado a partir da mensuração de resultados por áreas e/ou gestores que não dominam e entendem a importância do planejamento e das estratégias no âmbito da comunicação, além de não serem tarefas com resultados enxergados a curto prazo. Já a demanda de veículos é vista como um resultado imediato e é até mais fácil de ser enxergada por quem não tem uma visão de ações que visam de fato a atingir de maneira funcional e excelente seus respectivos objetivos comunicacionais.

Isso não que dizer que os veículos não são importantes, pelo contrário, veículos atualizados com frequência e que propiciem uma melhor comunicação são fundamentais; porém as organizações deveriam atribuir menos tempo a tais atividades. Até porque um profissional bem qualificado, por técnica e vivência com o assunto em questão, normalmente não tem problemas em desenvolver tais atividades com rapidez e eficácia.

Segundo o programa de pesquisa de comunicação interna de Kotler, a organização deve demandar 55% do seu tempo para a "Liderança", ou seja, para planejar estrategicamente como atingir seus públicos internos e objetivos; 30% em se inteirar, entender e fazer relações de como a cultura organizacional influi  nas atividades de comunicação interna; e apenas 15% para o gerenciamento de veículos.

Além disso, sendo o intuito da comunicação interna atender a uma demanda relacional, ou seja, fazer com que as pessoas se comuniquem; não da para abordar o assunto e não destacar também, a importância que a cultura e o clima organizacional influem para funcionamento e/ou adesão de um veículo ou ação, assim como, a necessidade de que estas exerçam o papel proposto.

Afinal nem tudo na comunicação interna se trata por meio de veículos, muitas vezes ações pontuais são necessárias para atingir determinados pontos a serem criados, trabalhados e/ou melhorados. Ressalto que a cultura e tudo que a engloba, faz parte deste processo, pois o ambiente, clima e os fatores que abrangem este conceito, são fundamentais para o aceitamento ou não do veículo ou ação em questão e devem ser alinhados ao planejamento estratégico para que se possa perceber qual o melhor tipo de ação e/ou veículo que devem ser utlilizados para determinado objetivo e/ou público.

Assim, antes de se preocupar somente com os veículos , a organização deve planeja-lo estrategicamente, baseando-se na cultura organizacional e todos os seus atributos, para que assim esta atinja o público alvo e seus objetivos de maneira eficaz, sendo por meio deste ou de uma ação de comunicação pontual.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Do futuro ninguém sabe, mas dá pra prever


O desenvolvimento do ser humano como indivíduo, é natural, assim como o de uma sociedade como um todo. Por isso, com o passar do tempo a rotatividade das necessidades básicas do homem cresceu. Previsíveis ou imprevisíveis, o pensamento coletivo acabou tornando-se cada dia mais indecifrável. Assim, surgiu a necessidade de profissionais capacitados em antever estas mudanças.
Tais profissionais são conhecidos como Cool-Hunters, ou para nós, Caçadores de Tendências. Seja no mundo da moda, alimentos, ou qualquer que seja, felizes são aqueles que têm uma “Bola de Cristal” e conseguem vender hoje o que nós iremos precisar amanhã.
No mundo da comunicação não é diferente. “Caçar” os principais aspectos que podem melhorar a comunicação, interna ou externa, de uma organização, é o pote de ouro no fim de qualquer arco-íris organizacional.
Para isso, foi realizado no final do ano passado o primeiro seminário do instituto global de tendências  e consultoria estratégica, Cenário Internacional de Tendências 2012, na O Future Concep Lab. Com a intenção de abordar as novidades dos “paradigmas do futuro”, termo desenvolvido pelo instituto a partir de estudos feitos no consumo que também foi discutido no encontro.
Aparece como consequência, a discussão sobre as modernas Relações Públicas. A modernidade pode, de certa forma, dar atualidade à tradição mesclando o velho com o novo e fazendo surgir a denominada "culturas híbridas". Pelas palavras de Mello e Souza (1994: 31 e 33), a modernidade caracteriza o surgimento histórico de uma nova cultura, em decorrência do industrialismo de massas: “A nova cultura é cética, portanto industrial-urbana, aberta em sua estratificação social e difícil de ritualizar-se devido à velocidade das transformações, que não permitem cristalizações de costumes e crenças”.
Ao  ver a sociedade globalizada de hoje, rica em tecnologia e em tempos da revolução tecnológica da informação, Otávio Ianni (1996:31) afirma que essa sociedade se mostra visível e incognita, presente e presumível (…) Ela está articulada por emissões, ondas, mensagens, signos, símbolos (…) Esses são os meios pelos quais se desterritorializam mercados, tecnologias, capitais, mercadorias, ideias, decisões, práticas, expectativas e ilusões.
Observando o alto desempenho desses “caçadores” e a ampla fonte de pesquisa existente hoje graças, principalmente, à globalização. Fica claro que para uma sociedade que não para de se transformar, é necessário sempre se pensar a frente do que vemos no dia a dia, dar a significativa importância a este campo que se desenvolve. Para portanto, estar plenamente conectado com a demanda exigida por seus públicos.

- IANNI, Otávio. A era do globalismo (1996).

sábado, 16 de março de 2013

Na prática...

      Ao analisarmos o âmbito da Comunicação, desde do conceito até a disseminação pelo chamado "mundo dos negócios", percebemos que a Comunicação Interna, em suma, é uma das últimas tendências nesse campo. 

      Essa surgiu pela necessidade, percebida por parte das organizações, de entender seus funcionários como um público estratégico, essencial para um melhor desenvolvimento e sucesso. Com isso, começaram a se preocupar não só em mapear esse público, mas também constituir um relacionamento com ele, procurando a melhor forma de dialogar. 

      Em relação a esse conceito e com base em pesquisas realizadas pelo físico David Bohm, Linda Ellinor e Glenna Gerad (1998) afirmam que o diálogo é uma prática de comunicação que transforma os que nela se envolvem e que, quando as organizações começarem a integrar esta prática a suas operações, serão alteradas as formas de trabalho no século XXI. Ou seja, já no final da década de 90, os próprios profissionais de Comunicação perceberam a importância da prática desse conceito.

      Contudo, na prática, por que esse conceito colabora para o crescimento e melhor funcionamento dos mecanismos de uma organização? A melhor palavra é engajamento. O grande intuito da Comunicação Interna é entender a equipe como um todo e promover a integração dela com a missão, visão e valores estabelecidos pela diretoria, para cumprir realmente a expressão de "vestir a camisa". Isso se deu porque por mais que os discursos dos diretores sejam convincentes e muito bem elaborados, sentimos que sem as ferramentas certas de comunicação para complementar, a realidade não acompanha o que foi dito.

      Assim, podemos entender a importância desse conceito e ainda mais, a importância de colocá-lo em prática, enxergando as tendências como ferramentas dessa execução!


Referência
KUNSCH, Margarida M. Krohling (org) Gestão estratégica em comunicação organizacional e relações públicas. São Caetano do Sul: Difusão, 2008.

         

quarta-feira, 13 de março de 2013

Apresentação

O Caçador de Tendências é formado por: Nathália Orteiro, Marina Cipolla, Letícia Copiano, Luisa Oliveira e Vinícius Passetti. Grupo de alunos de Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero, a convite da Professora Viviane Mansi, que nos propôs criar um blog para discutir as tendências da comunicação interna.
O que vamos caçar?
O que significa “tendência” segundo o dicionário Michaelis:
1 Disposição natural e instintiva; pendor, propensão, inclinação, vocação. 2 Psicol Forma espontânea da atividade. 3 Força que determina o movimento de um objeto. 4 Disposição do temperamento, do modo de ser, psíquico ou fisiológico. 5 Meteor Índice da pressão atmosférica, válido para três horas subsequentes à observação.
O que significa “comunicação” segundo o dicionário Michaelis:
1 Ação, efeito ou meio de comunicar. 2 Aviso, informação; participação; transmissão de uma ordem ou reclamação. 3 Transmissão. 4 Relação, correspondência fácil; trato, amizade. 5 Sociol Processo pelo qual ideias e sentimentos se transmitem de indivíduo para indivíduo, tornando possível a interação social. 6 Mil Meios para conservar as relações entre diversos exércitos ou corpos de exército que operam conjuntamente...
E comunicação Interna, o que é?

A Comunicação Interna é o esforço de comunicação desenvolvido por uma empresa, órgão ou entidade para estabelecer canais que possibilitem o relacionamento, ágil e transparente, da direção com o público interno e entre os próprios elementos que integram este público (sabe-se que existem vários públicos internos em uma organização). (Bueno, 2003)

Comunicação Interna é todo esforço deliberado e planejado com objetivos definidos para viabilizar toda a interação possível entre a organização e seus empregados, usando ferramentas da comunicação institucional e até, da comunicação mercadológica. (Margarida Kunsch, 1997)
Bom, agora que já temos alguma base teórica, nos próximos posts, iremos discutir, explicar e engendrar todos esses temas a partir dos novos caminhos da comunicação.

REFERÊNCIAS

KUNSCH, Margarida Maria Krohling. As organizações modernas necessitam de uma comunicação integrada. São Paulo. Revista Mercado Global, ano XXIV, nº 102, 2º trismestre de 1997.

BUENO, Wilson da Costa. Comtexto educação a distância – Curso de Comunicação Interna-2.htm. Acessado em 2 de novembro de 2012.