segunda-feira, 2 de setembro de 2013

DIÁLOGO - Construção sólida e atemporal!


Ao estudarmos as formas de expressão do homem, desde os primórdios de sua existência, percebemos que a essência do diálogo não se resume a fala, mas abrange também as expressões de arte e gestos, pois está presente em toda natureza, pois está totalmente ligado ao conceito de identidade. Isso pode parecer antiquado, mas, o comportamento dos indivíduos comprovam que o diálogo é uma ferramenta importante nas organizações, podendo ser classificada como uma tendência que ressurge no cenário atual. 
O diálogo em uma organização deve começar com a interação entre as pessoas, em busca de interesses comuns. As lideranças empresariais devem usar a comunicação interna como prioridade na busca de uma boa relação com o funcionário.
Porém, a origem desse conceito, propriamente dita, aconteceu a partir da Dialética de Sócrates, com o conceito de retórica, que possui origem política e se resume na capacidade de persuadir ou comover o outro, fundamentada na argumentação, ela pode conduzir o olhar do ouvinte, conforme o posicionamento do loc       utor. Depois da retórica, se deu o surgimento do discurso, com uma fala mais elabora e construída, que segue um pensamento linear de ideias e se caracteriza pela apropriação social, cujos argumentos antecedem o autor, construindo um caráter de verdade e legitimação a fala. Por fim, temos o diálogo contemporâneo, que leva os ouvintes a olhar através dos olhos do locutor, e não por meio deles, formando um compartilhamento de significados.
            Após a trajetória do diálogo, e toda a história de sua formação, podemos fazer uma possível leitura desse conceito e da profundidade de seu significado, principalmente no cenário das organizações, por meio da chamada Complexidade, desenvolvido por Edgar Moris, cujo conceito foi vem da origem dessa palavra (complexus – tecido junto; heterogênio, mas ligados entre si) e que pode ser resumir em três princípios, o dialógico (complementarismo e antagonismo); hologramático (parte que representa o todo e o todo está em cada parte); e a recursividade (produtos e efeitos são causas e produtores).
E por que se aplica na análise das organizações? Porque as enxerga como entidades complexas, sistêmicas e adaptativas, que não podem ser analisadas como sistemas fechados, com um único olhar, sem levar em conta as influências externas. Em outras palavras, as organizações são organismos vivos, cujas transformações e correlações internas estão diretamente ligadas ao externo e seu nível de influência. Se comparadas ao corpo humano, percebemos com mais clareza esses fatores, e ainda, percebemos a importância da comunicação (diálogo), que funciona como sangue, ora, se não houver sangue, não há vida.


Outro conceito desenvolvido foi à relação entre o diálogo e a esfera pública nas organizações, de Jürgen Habermas, filósofo alemão que propõe uma mediação dos laços sociais e atuação na interdependência dos indivíduos. Temos também o chamado modelo de interação dialógica, que estabelece um espaço comum entre a organização e a sociedade, chamado e natureza política, onde encontramos relações mais simétricas, mas também influenciadas pelo diálogo; e o modelo da teoria apreciativa, que apresenta uma abordagem cíclica do foco estratégico, no qual a avaliação estimula a inovação, que estimula a construção (como vai ser a organização ideal?), que estimula a manter, que por sua vez estimula uma nova avaliação. As principais diferenças da teoria apreciativa e do método tradicional é que a primeira tem por princípio que a organização é um livro aberto, que está por ser escrito, por isso se baseia na descoberta, na imaginação e na construção, enquanto o segundo enxerga a organização como um problema, que deve ser solucionado, por isso se baseia em identificar,  analisar e construir um plano de ações (tratamento).

Por fim, podemos concluir que o papel da Comunicação no enquadramento da realidade de um funcionário, que tem não só o papel de prestador de serviços um organização, mas também para uma dada ideologia, é na construção de resultados e na valorização das pessoas como parte fundamental do processo, pois a maneira como se trabalha pode não atingir apenas os objetivos da organização, mas também transbordar resultados, e é a Comunicação que interfere indiretamente no diálogo dentro desse mecanismo, uma vez que se preocupa em estabelecer uma relação estratégica entre receptor e emissor.

Referências: 

Aula ministrada pelo Porf. Willian A. Cerantola, no dia 27 de maio de 2013, ao 3º de Relações Públicas, da Faculdade Cásper Líbero.

ROHDEN, Luiz. O poder da linguagem: a arte retórica de Aristóteles. EDIPUCRS, 1997.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2000.

A falta de desafios pode desmotivar

Continuando a linha de raciocínio do texto publicado pela Marina Cipolla, enquanto navegava na internet sem muitas pretensões, encontrei uma matéria que me chamou bastante a atenção.

Indo contra a maré dos ensinamentos motivacionais, a revista Forbes publicou em seu site uma pesquisa em que revela que em 42% das empresas, os profissionais com fraco desemprego são os mais engajados. Em contrapartida, os funcionários que possuem um médio e/ou alto desempenho, possuem menor pontuação devido a falta de novos desafios na organização.

O estudo realizado com 207 empresas, mostra que os melhores funcionários tendem a esperar maior maiores desafios. Por já terem superado os obstáculos de seu ambiente de trabalho e exercerem suas funções de maneira fácil, eles se sentem menos apreciados em suas funções e acabam por procurar novas oportunidades.

É aí que o post sobre engajamento e felicidade entra na discussão.

Segundo Mark Murphy, CEO da Leadership IQ - empresa responsável pelo estudo publicado -, esse problema afeta as empresas que não sabem aplicar as premissas e e sinaleiros básicos de uma boa liderança.

"Chefes devem ser claros sobre os padrões de desempenho e transparentes sobre o que eles esperam de seus funcionários. Deve haver o que chamamos de 'responsabilidade meritocrática', no qual funcionários de alto desempenho são regularmente reconhecidos e recompensados com elogios, promoções e aumentos", afirmou ao site.

Mark ainda ressalta que por mais difícil que seja identificar o que a empresa espera de um funcionários qualificado, é preciso estar sempre alerta para não perder tais profissionais. "Os lideres devem ter conversas mensais com essas pessoas para delegarem novos desafios e descobrirem i que as motivam", finaliza.

Como sugestão de norteados para a felicidade dos colaboradores, listo abaixo, 5 premissas imprescindíveis para serem levadas em consideração:

1. Planejar
2. Traçar objetivos específicos
3. Estabelecer metas
4. Usar indicadores de desempenho
5. Definir as mensagens que deseja medir

Desta forma, fica visível a importância do engajamento das lideranças para com a comunicação interna, com intuito de nutrir de maneira sinergia a busca por um ambiente corporativo produtivo, enriquecidos e prazerosamente para todos.

domingo, 1 de setembro de 2013

Inovação: a palavra do momento.

A comunicação interna é fundamental para as organizações consigam mensurar a qualidade do ambiente de trabalho e a produtividade dos funcionários. Porém, um dos principais questionamentos dos gestores é: como trazer ações que realmente consigam surpreender o colaborador sem que ele se sinta intimidado?

Através de estratégias inovadoras de comunicação, que propiciem maior envolvimento e interesse do funcionário com a organização, para que ele passe a vivenciar a cultura da empresa. 
Podemos usar como exemplo de estratégia inovadora, a ação realizada pela Vale, empresa multinacional brasileira com 70 anos de atuação no mercado e com mais de 140 mil funcionários espalhados pelo mundo, a companhia decidiu lançar um álbum de figurinhas corporativo, composto por 16 páginas e distribuído gratuitamente para 25 mil funcionários. 

O álbum foi dividido por áreas de negócios e produtos, e continha imagens e curiosidades sobre a empresa, junto com sua missão, visão e valores. Com uma média de 33 mil exemplares e 5 milhões de figurinhas impressas, também foram sorteadas viagens para os funcionários que completassem todos os espaços. O principal objetivo dos álbuns era aumentar o sentimento de pertencimento e orgulho de ser um integrante da Vale.

Assumindo um papel extremamente importante dentro das empresas e organizações em geral, a comunicação interna precisa manter-se sempre antenada com as tendências e agir de forma criativa, para que as ações tenham um retorno positivo à liderança, além de fortalecer a cultura e os valores da marca.

Fonte: Sala de Imprensa Vale

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Memória Institucional


O crescente interesse que a memória institucional vem despertando nas organizações hoje propicia um novo campo de trabalho aos Relações Públicas, de modo inovador e efetivo. O conceito de memória ganhou uma nova concepção na medida em que houve transformações, como a Revolução Industrial, cujas as preocupações culturais e políticas foram surgindo caracterizadas como emergência da memória, remetendo a volta ao passado. Com tudo isso, as organizações perceberam a necessidade de construir programas de memória para estabelecer um maior comprometimento de seus funcionários, além de apresentar para a sociedade o seu papel histórico. O papel histórico das organizações impulsiona o processo de reconhecimento das gestões passadas, permitindo pontuar situações favoráveis para o futuro. A memória permite o redescobrimento de experiência e valores. Como pode ser visto pela afirmação de Worcmam:
 
 A história de uma empresa não deve ser pensada como resgate do passado, mas como marco referencial a partir do qual as pessoas redescobrem valores e experiências, reforçam vínculos presentes, criam empatia com a trajetória da organização e podem refletir sobre as expectativas dos planos futuros. A sistematização da memória de uma empresa é um dos melhores instrumentos à disposição da comunicação empresarial e corporativa. Isto porque as histórias não são narrativas que acumulam, sem sentido, tudo o que vivemos. O grande desafio está em saber utilizá-las” (2004, p.23).

 
 

 
A memória institucional, segundo Nassar, fortalece o sentimento de pertença das redes de relacionamentos entre os públicos. Ela representa a mediação entre o passado e o presente, promove a preservação do capital emocional e intelectual do patrimônio técnico e informativo, preserva o patrimônio intangível da empresa. Na concepção de Nassar, a memória empresarial é,

[...] o conjunto de sensações, lembranças e experiências, tanto
boas como ruins, que as pessoas guardam de sua relação direta
            com uma empresa. Por isso, mais do que produtos e serviços, 
 as empresascompartilham, seja com seu colaborador, seja com
                                           a comunidade, seu imaginário organizacional (2007, p. 179).
 


Assim, percebemos que a cultura, os comportamentos, os símbolos, a identidade e a comunicação que são elementos formadores da personalidade e imagem da empresa são, também, os grandes pilares da memória e ao serem pensados e explorados em conjunto podem consolidar positivamente a imagem social e principalmente, colaborativa em reforçar valores e experiências da empresa de forma transparente e histórica.
 
 
Referências Bibliográficas:
 Geraldes da Porciúncula, Cristina Russo: “Funções das Relações Públicas Aplicadas e Programas de Memória Institucional”
NASSAR, Paulo. Memória de Empresa: história e comunicação de mãos dadas, a construir o futuro das organizações. São Paulo: Aberje, 2004.

WORCMAN, Karen. Memória do futuro: um desafio. In NASSAR, Paulo. Memória de

Empresa: história e comunicação de mãos dadas, a construir o futuro das organizações. São Paulo: Aberje, 2004.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Enfim, estamos em tempo de agregar valores!

Visando um mundo melhor e um retorno positivo frente a sociedade por parte das organizações, e até embasando-se na transição de fase do Marketing podemos observar a tendência de ser investir em ações de comunicação interna que agregam valor a organização e que assim contribuem para com a sociedade.

Muito se tem dito, desde as conclusões de Kotler sobre a passagem do Marketing 2.0 para o Marketing 3.0, ou seja, do foco em consumidores para o foco em valores. Essa nova postura da área nos mostra os beneficios gerados por meio dessa transição frente aos diversos públicos de uma organização, e chega até a ser uma ferramente essencial para a modificação de culturas organizacionais.

Exemplificando, ao criarmos um programa para mulheres baseado em ideias de igualdade (feminismo), em uma "organização X", com palestras, coaching/ treinamento, grupos de conversa, entendendo as necessidades especiais das mulheres (dando suporte no período de gestação, por exemplo); damos um retorno a sociedade quando condicionamos os nossos colaboradores pensarem diferente, assim propiciando a todos mais qualidade de vida e o principal, um mundo melhor.

Uma ação como essa sugere trazer mais alguns beneficios como: atração e retenção de talentos, (novos) clientes e fornecedores, patrocinadores, assim  como o desenvolvimento dos colaboradores, visibilidade da organização, motivação, melhor clima organizacional, entre outros.

Alguns poderiam questionar: "mas por que se embasar em Marketing para sugerir algo em comunicação interna?!" Eu responderia que o Marketing nos auxilia a explicar e ter mais argumentos para não deixarmos o lucro de lado, e assim, fazer com que a alta gestão esculte os nossos projetos voltados a essa área. Porém, ressalto, que tal tendência só se torna eficaz se for aplicada de forma AUTÊNTICA, ou seja, visando um mundo melhor; deixando claro a importância disso.

Com o o embasamento trazido pelo Marketing entendemos tanto como atrair a alta gestão a esse tipo de projeto, quanto os beneficios atingidos e o lucro em si. Trazendo a sabedoria popular, "Juntamos o útil ao agradável".

Estamos em tempo de agregar valores, e por isso o meu apelo, vamos transformar o mundo em um lugar melhor, começando de dentro. Sejam criativos!


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Cultura Sustentável!

Hoje em dia, muito se tem dito sobre a importância da sustentabilidade nas organizações. Em comunicação interna, podemos associar esse valor a cultura de diversas organizações que dizem estar inseridas nesse "contexto sustentável". Assim, mostraremos o intuito que deve vir por trás ao propagar de possíveis ações sustentáveis dentro da comunicação interna, frente ao ponto da importância da cultura ser implementada de forma autentica.

Primeiramente, para se considerar uma organização ou um sistema como sustentável, têm que ser cumpridos três requisitos básicos: o socialmente justo, o ecologicamente correto e o economicamente viável. Tal premissa pode ser confirmada por Ernst Ligteringenpresidente do GRI (Global Reporting Initiative), quando defende a ideia de que “Pessoas, planetas e lucros não podem ser pensados separadamente”.

Com certeza, o conceito de Sustentabilidade é algo muito importante nos dias de hoje, quando vemos o impacto que ela gera, no sentido da imagem gerada em cima de sua aplicação; em seus benefícios e principalmente também quando consideramos o conceito de economia como mediadora de recursos naturais escassos frente a vontades humanas infinitas. Ou seja, na teoria o economicamente viável deveria ser o equilíbrio do socialmente justo e do ecologicamente correto; porém, na prática todos sabemos que não é bem assim que acontece.

Levando em conta esse contexto, podemos explicar o motivo pelo qual percebemos uma relação direta da sustentabilidade com a ética. Primeiramente, O “socialmente justo” ou “pessoas”, como aponta Ligteringe, mostra o a base do conceito de sustentabilidade, desmembrado em sua necessidade de entender a ética, como parte da filosofia dedicada ao estudo de valores morais e princípios do comportamento humano.

Com essas determinantes, podemos relacionar os termos, ou seja, sustentabilidade é ter consciência dos efeitos tangíveis e intangíveis do comportamento humano.     

Sendo assim, é fácil colocar em questão as políticas públicas, o governo e muitas organizações, que prioriza lucros cada vez maiores, deixam de lado todo o resto; muitas vezes procedendo de maneira imoral.

Claro que, podemos também, atribuir tal desvio do conceito, a sociedade pós-moderna em função de sua comodidade (basicamente causado pela complexidade de nossos tempos e o sistema em que estamos inseridos; o tal do “Capitalismo Selvagem”), além de que, a mentalidade de que o individuo pensa e age em pensamento de crescimento a favor de si mesmo e não a um bem coletivo.

Portanto, tais fatores deixam evidente o desvio no conceito de Sustentabilidade por parte da conjunção da sociedade e nos leva a perceber que no contexto atual há uma grande necessidade de reconstituição das variáveis para que esse conceito seja (re)composto de maneira ideal.  

Porém vale lembrar que este conceito, assim como sua tentativa de aplicação só foi criado por existir ética e que essa, esta em desenvolvimento quando comparada as limitações da sociedade, ainda que em função da necessidade.

Com isso, podemos concluir que a autenticidade do valor da ação em questão deve existir para que não caia em vão e, assim, podemos abranger para diferentes temas que estão ligados diretamente em dar um retorno compensatório a sociedade. Isso pode ser visto como uma verdadeira tendência em comunicação interna e deve ser pensado ao abordar esse e outros assuntos, que possuem implicações sociais, mesmo que em discurso. 

A sustentabilidade sempre será uma tendência, então devemos olhar para ela com olhos pontuais e acertivos.



Engajamento e felicidade

Acredito que a comunicação interna efetiva só pode ser feita com uma liderança afiada em seu diálogo institucional. A boa relação com a chefia influencia muito o engajamento dos funcionários e é essencial em nossa sociedade moderna.

Os profissionais responsáveis pela comunicação interna devem compreender este cenário e aproveitar ferramentas consideradas “ultrapassadas” para alguns, porém, que na minha opinião geram um ótimo clima organizacional.
Comunicação interna é estratégica. Os canais de comunicação devem visar a disseminação da missão visão e valores da empresa para gerar um entendimento claro nos times sobre o foco do negócio.

Fecho com a reflexão de Fábio Betti Salgado para o blog “Nós da comunicação” onde ele aborda o tema “felicidade no trabalho”
  “A felicidade é parte da nova economia, onda pela qual diversas organizações já vêm surfando e cujos primeiros resultados podem ser observados em estudos como o conduzido recentemente pelo Gallup, que demonstrou que empresas com funcionários altamente engajados tiveram um aumento de 342% no lucro por ações em relação às demais companhias... Já a Price-Jones foi mais além e identificou, num estudo de 2010, que as pessoas mais felizes, em comparação com as menos felizes, são 25% mais eficientes, 47% mais produtivas, 50% mais motivadas, 82% mais satisfeitas e 108% mais engajadas.”
Nós comunicadores podemos e devemos engajar internamente. Vamos lá?
Referências:
Todos os blogs foram visitados no dia 26/08/2013.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Blog do Presidente e o Relacionamento com Funcionários

Uma tendência cada vez mais frequentemente vista no mercado da comunicação organizacional é o Blog do Presidente, uma forma descontraída do líder de uma companhia chegar aos seus funcionários, demonstrando interesse e preocupação sobre o que é feito. E também abre a possibilidade dos colaboradores chegarem à alta gestão “sem cerimonias”.

Porém, não basta iniciar um blog e esperar que bons resultados e relacionamentos apareçam como mágica. A constância, por exemplo, é essencial após a criação do veículo: se deixado de lado, o efeito de aproximação pode ser contrário e encarado como falta de interesse do gestor. É também interessante se todos os altos líderes da empresa conseguirem postar, sendo assim um “Blog de Gestores” ou “Blog de Líderes”, abordando diversos assuntos de suas respectivas áreas.

Sobre as postagens, é importante que os temas discutidos sejam atuais e alinhados a o que a empresa costuma empregar, sempre abordados com clareza e objetividade, tratando, inclusive, sobre possíveis problemas ou assuntos delicados da organização, o que fortalece a confiança do colaborador sobre os conteúdos divulgados.


Pode-se concluir que o Blog do Presidente é de grande benefício para uma organização. A ação, se bem planejada, torna-se uma ferramenta de comunicação entre os funcionários, importante para a aproximação de todos e troca de ideias e criticas ao que já é aplicado.

O blog também precisa estar adequado visualmente à empresa. Precisa ser interativo e de fácil acesso ao funcionário, moderno e sempre procurando a proximidade do público. Além disso, a divulgação do blog precisa ser efetiva: o funcionário precisa ser incentivado à acessar o blog, precisa perceber que é uma boa plataforma de troca de ideias com o alto escalão da companhia.


terça-feira, 18 de junho de 2013

O diálogo e o futuro

Nesse post, vou me basear em um livro de Edgar Morin chamado “Os sete Saberes Necessários à Educação do Futuro” e em uma palestra do TEDx para falar sobre o diálogo.



Morin diz que o inesperado nos surpreende “... nós nos acostumamos de maneira segura com nossas teorias, crenças e ideias, sem deixar lugar para o acolher.” Dentro de uma organização civil ou não, muitas vezes não conseguimos um contato direto e construtivo com o outro e é nisso que acredito que o diálogo pode ajudar.

“O homem é um ser a um só tempo plenamente biológico e plenamente cultural, que traz em si a individualidade originária. É super e hipervivente: desenvolveu de modo surpreendente as potencialidades da vida.” Como lidar com esse ser super e hipervivente segundo Morin? Precisamos pensar em nós mesmos para conseguirmos identificar no outro métodos para um diálogo eficaz.

Segundo Viviane Mansi em seu blog http://www.comunicacaocomfuncionario.com.br/ : “Vivemos também uma mudança geracional. Ao passo que conquistam mais espaço nas organizações, profissionais da geração Y querem e esperam uma comunicação mais dinâmica, direta e informal, de múltiplas vias, tanto de colegas quanto de líderes. Ou seja, mais diálogo, menos enrolação. Os fluxos de comunicação, não só descendente, mas também ascendente e lateral têm desafiado as rígidas empresas a quebrar suas estruturas hierárquicas para que a comunicação e o diálogo tenham caminhos internos para encontrar soluções. A organização de hoje não é igual a de anos atrás.”
Os diálogos devem mudar, devem acompanhar a mudança tecnológica, devem acompanhar a nova geração de pessoas que não estão mais preocupadas apenas com questões racionais dentro das organizações.

A educação deve mudar, as empresas devem mudar. As pessoas já mudaram faz muito tempo.

Referência:
Morin, Edgar - Os sete Saberes Necessários à Educação do Futuro 3a. ed. - São Paulo - Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2001

domingo, 2 de junho de 2013

Criatividade, um diferencial.

De acordo com o escritor americano Steven Johnson - autor do livro Where Good Ideas Came From, The Natural History of Innovation - as boas ideias normalmente surgir a partir do confronto entre duas ideias menores, que juntas formal algo maior e inovador.

Atualmente, com a competitividade existente no mercado de trabalho, as soluções precisam ser encontradas de maneira rápida e eficiente, consequentemente, as empresas começam a valorizar o potencial criativo de seus colaboradores. Mesmo ainda havendo resistência por parte de uma minoria, os programas para o desenvolvimento fã criatividade, que são cada vez mais oferecidos e procurados, já começam a integrar o dia-a-dia das organizações.

Ser criativo não é apenas uma habilidade desejável, é também um requisit fundamental para conquistar espaço, visibilidade e alcançar o sucesso. Assim, a criatividade passa a ser sinônimo de empregabilidade e é um diferencial considerável.

Não há uma receita para se tornar uma pessoa mais criativa no trabalho, e sim, a necessidade de criar projectos e ações que apoiem e estimulem os colaboradores, respeitando o espaço e a cultura individual de cada organização.

Outro fator que contribui para o investimento em profissionais que "exalem" criatividade, é a exigência por parte de seus públicos de interesse. Cada vez mais, clientes estão à procura de empresas que inovem, seja na arte do produto final ou na forma de produção dos mesmos. Dessa forma, é necessário criar ações diferentes da concorrência, baseando-se nas transformações tecnológicas e no desenvolvimento  e evolução do perfil de seu publico alvo. Com base nisso, as organizações conquistarão lugar de destaque perante as demais.

Para os profissionais que estão dispostos a gerar este conflito de ideias, a fim de melhorar a comunicação da empresa ( seja interna ou externa ), fica a dica de que o negocio é aprender como transmitir seu argumento, de maneira que não pareça uma imposição, a ponto de não ouvir ou valorizar os outros argumentos. Atuando nesta via de mão dupla, é possível contribuir para um ambiente de trabalho mais inovador e criativo!

sábado, 25 de maio de 2013

Comunicação Face a Face!




Sabemos que comunicar algo a alguém não é uma tarefa muito fácil, isso porque o diálogo pode se definir em um jogo de ações cognitivas, psicológicas e físicas, que por depender de tantas variáveis, se torna muito complexo. Ou seja, ele não se baseia somente em palavras, mas também na maneira com que o receptor entende a mensagem e no ruído que interfere diretamente nesse entendimento. Foi por perceber essa complexidade que as organizações começaram a investir na área de Comunicação Interna, com o intuito de facilitar, não só o relacionamento entre a diretoria e os funcionários, mas também, o relacionamento entre as diversas áreas que constituem o organismo.


               Ao analisarmos essa área, percebemos que um fator de grande influência é a tecnologia, que proporcionou maneiras rápidas e fáceis de comunicação em massa. Contudo, o grande aliado da comunicação acabou por se tornar um vilão pelo uso excessivo do relacionamento virtual, o que acabou por distanciar mais uma vez as pessoas dentro das organizações, desprezando o fato que o ser humano é um ser sociável e necessita do contato direto para se sentir parte de um sistema social.


                Nesse contexto, surge uma nova tendência, a “Comunicação Face a Face”, que não despreza a tecnologia, mas também não abusa do uso dessa, equilibrando o contato virtual com o contato pessoal, e de certa forma, “obrigando” os diretores a “gastarem sola de sapato” circulando pelas dependências da empresa e conhecendo, mais a fundo, esse importante steakholder. Isso porque o público interno não deve ser somente um receptor de informações, mas também um produtor, dando sugestões e fazendo críticas, que são totalmente pertinentes se esses estiverem inteirados no negócio (missão, visão, valores). Levando essa questão, percebemos que a tecnologia e os veículos internos acabam por estabelecer um fluxo de comunicação inadequada, pois é um ambiente manipulativo, pois quem tem o comando diz o que quer, porém quem recebe não pode respondê-lo, fator crucial quando se fala em comunicação interna, pois se o funcionário não pode responder ao produto da mensagem, consequentemente ele procurará um colega para expor sua opinião, sua reflexão, sua percepção, podendo fomentar inúmeros conflitos.


                Assim, podemos concluir que mesmo com as mudanças ocasionadas pela introdução a tecnologia foi em parte negativa, pelo uso excessivo dessa ferramenta, que apesar de facilitar na questão do tempo, gera um distanciamento na comunicação. Para reparar essa questão, temos que adotar a “comunicação face a face” e estabelecer uma comunicação de vias duplas, dando espaço para que o receptor possa ser também, produtor de informação.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Velocidade X Realidade

A crescente velocidade de disseminação de videoclipes, jogos, imagens, textos, é permitida e enfatizada na sociedade atual, por meio de algumas ferramentas, como o Twitter, Facebook, Instagram, Youtube, fazendo os consumidores tornarem-se produtores de conteúdo e até formadores de opinião, como colocado por Kotler no livro Marketing 3.0:

“À medida que as mídias sociais se tornarem cada vez mais expressivas, os consumidores poderão, cada vez mais, influenciar outros consumidores com suas opiniões e experiências”. (KOTLER, 2010, p. 09)

Diante dos novos mecanismos e feedbacks em tempo real, a empresa precisa ser transparente em seus valores e ações, pois “Os profissionais de marketing não tem mais controle total sobre suas marcas, pois agora estão competindo com o poder coletivo dos consumidores”* (KOTLER, 2010, p. 11) Porém, a competição não está apenas com os profissionais de marketing e seus consumidores, e sim, no público interno, que é base entre o discurso e a prática da organização, pois acompanha as ações diariamente e conseguem vivenciar a real missão, visão e valor da organização. A empresa pode construir uma imagem de que se preocupa com a sociedade, o planeta, mas essa só terá credibilidade diante das ações realizadas e quando for transformada em objeto de discurso, como ilustrado do livro Amor Líquido:

“O mundo não é humano só por ser feito de seres humanos, nem se torna assim somente porque a voz humana nele ressoa, mas apenas quando se transforma em objeto do discurso ..Nós humanizamos o que se passa no mundo e em nós mesmos apenas falando sobre isso, e no curso desse ato aprendemos a ser humanos. “(BAUMAN- p. 177 -2005)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A Arte de Contar Histórias

 A arte de contar histórias, também chamada de Storytelling, tem como objetivo compartilhar, consolidar valores, crenças e normas culturais. Sua presença é constante em diferentes tempos e cenários, já que se trata de diálogos que podem associar o passado, presente e futuro, por meio de um narrador (contador), personagens, enredo, contexto, elementos esses fundamentais para uma boa história.
 Utilizando o poder da contação de uma história e o momento em que novas tecnologias guiam a sociedade, muitas empresas veem incorporando os valores da organização junto a personagens que consigam elucidar e criar familiaridade com o que é narrado, storytelling passa a ser, segundo uma visão mais mercadológica “um sistema coletivo no qual a aplicação de histórias é parte essencial do processo de construção do senso comum e um meio que permite aos colaboradores agregar experiências individuais à memória corporativa – não só no papel de receptores, mas também de protagonistas dessa história.”¹.
O crescente uso dessa técnica nos locais de trabalho e a tendência para os próximos anos se torna evidente, pois além de criar uma memória de longo prazo em seus colaboradores, permite a confiança, motivação, engajamento entre colaboradores de diferentes níveis hierárquicos, pois conecta o lado humano trazendo o entendimento do contexto e relevância em suas atividades individuais para o todo, criando sentido de sua existência na vida da organização.
   Porém, o sucesso da história não depende apenas dos elementos apresentados, e sim, dos ouvintes/receptores dessa história que se apropriam do que é dito de acordo com a sua bagagem intelectual, emocional e outros fatores. Assim, o desafio do narrador e das empresas é conectar no ouvinte o “eu” que existe e faze-lo entender por meio de metáforas, o outro, criando um marco emocional de tal forma que o outro consiga desenhar imagens na própria cabeça sobre o que foi contado, consumindo a narração e consequentemente arquivando na memória.
 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

#DICA de Leitura: Por Dentro da Comunicação Interna


Comunicação Interna é um grande desafio para qualquer empresa, ainda mais quando o assunto é estabelecer uma comunicação excelente entre seus colaboradores.
            Praticar uma boa comunicação interna, vai muito além de mandar e-mails e ter um jornal mural, mas sim proporcionar um ambiente e um clima organizacional agradável. Para que dessa forma os colaboradores da empresa, defendam sua causa e incorporem a cultura da organização.
            Por isso, nossa primeira dica é o livro Por Dentro da Comunicação Interna – tendências, reflexões e ferramentas, publicado pela editor Champagnat e que tem como organizadores Charbelly Estrella, Ricardo Benevides e Ricardo Freitas. O livro é basicamente dividido em duas partes.
A primeira, se constitui de uma análise sobre fatores contemporâneos interferem no modo de comunicação com seu publico interno. Destacam-se temas como Cultura Organizacional, Modelos de Gestão e Ética.
Enquanto na segunda, alguns artigos são apresentados com as melhores práticas de algumas organizações, seja na interface da comunicação interna, marketing  ou na promoção de eventos internos.
Essa foi a primeira de muitas dicas que O Caçador de Tendências tem para te dar. Garanto que uma obra como essa é de extrema importância para quem quer aumentar a bagagem, para se tornar um legítimo comunicador.
Curtiu a dica? Então compartilhe essa ideia!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Comunicação interna, sustentabilidade e a humanização dos processos


Sustentabilidade é ter consciência dos efeitos tangíveis e intangíveis do comportamento humano, que partem das vertentes: econômica, ambiental e social. É a junção de pensamentos humanos que competem ao período em que vivemos.
O uso do termo "sustentabilidade" foi difundido rapidamente na década de 90, incorporando-se ao vocabulário  de corporações e de canais de comunicação. Hoje, é um termo global. Assim, é extremamente compreensível em uma sociedade pós-moderna, a ideia de não desperdiçar nosso tempo e pensamentos com questionamentos e desconfianças sobre processos e assim os tornamos naturais.
As políticas públicas e a postura dos governos se norteiam basicamente pela possibilidade do crescimento econômico perpétuo sem consequências, o que é um grande erro diante dos desastres naturais e das condições precárias de vida de muitos grupos humanos. Por isso, acredita-se ser necessário reverter atitudes mecanizadas em ações humanas responsáveis e conscientes perante os problemas que surgiram com a tecnologia e a chamada “pós-modernidade”.
Acredito que a comunicação é a chave para a solução dos diversos problemas que se aplicam a estas temáticas, precisamos pensar o que nos faz agir e mudar todo esse sistema de falhas humanas que acontecem o tempo todo nos processos. 




A História das Coisas é um documentário de 20 minutos, que mostra como colaboramos para destruir o planeta. Mostra passo a passo a cadeia de acontecimentos que vai da exploração dos recursos naturais, passando pelo produto manufaturado, a compra e o descarte, até chegar ao lixão.

A sustentabilidade é uma tendência, a comunicação também

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Diferentes tempos e o mesmo tempo




 
No cenário atual é quase impossível pensar em um produto e não associar a marca, a empresa e consequentemente a uma cultura organizacional, principalmente quando a análise parte de um comunicador. Mas, a intensa questão e preocupação com a cultura organizacional se dá apenas a partir da década de 80, quando ocorre grande declínio da produtividade norte-americana e o ganho significativo na competitividade japonesa, como acredita Kennedy Deal (1982)*.
Diante do desenvolvimento acelerado, quebra de padrões culturais ocorre uma fragmentação nas relações e interações sociais, surgindo à necessidade de ideias comuns, formas de pensar, valores e principalmente formas de trabalhar semelhantes para alcançar os resultados pretendidos pela empresa e assim, cria-se uma cultura organizacional, na qual os funcionários sentem-se membros e iguais aos outros. Como? Existem alguns elementos capazes de sustentar a cultura da organização, ainda que tratem de diferentes portes de empresas, produtos e segmentos, tais elementos conseguem ser atemporais e eficazes.

Os elementos mais consolidados e presentes na maioria das organizações são: os valores; que possuem características comuns como a importância do consumidor, qualidade e inovação, as crenças e pressupostos; que tentam expressar aquilo que é tido como verdade, e tornam-se inconscientes e inquestionáveis; os Ritos; que são atividades planejadas que podem ser repetidos ou não, e tem efeito prático e expressivo, os heróis que são usados de referência e motivação dentro da organização, pois incorporam os valores e a força da organização.


 Por meio desses elementos e outros, ainda silenciosos, o clima da organização é diretamente afetado e definido, as pessoas são inconscientemente educadas para se portar e entender as mensagens implícitas no meio em que estão inseridas contribuindo na ordem cotidiana da organização e no melhor aproveitamento de seus beneficiários, consumindo de forma inesgotável em diferentes tempos e o mesmo tempo.

*DEAL, T. & KENNEDY, A Corporate Culture: the rites and rituals of the corporate life.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Desmistificando...

Para atingir uma comunicação interna efetiva, de fato, as organizações devem se preocupar muito mais com o planejamento e as estratégias do que demandar quase todo o tempo de um profissional da área, com o gerenciamento de veículos.

Hoje em dia, é muito comum na maioria das organizações, que aconteça o oposto a isso.

O motivo dessa inversão pode ser explicado a partir da mensuração de resultados por áreas e/ou gestores que não dominam e entendem a importância do planejamento e das estratégias no âmbito da comunicação, além de não serem tarefas com resultados enxergados a curto prazo. Já a demanda de veículos é vista como um resultado imediato e é até mais fácil de ser enxergada por quem não tem uma visão de ações que visam de fato a atingir de maneira funcional e excelente seus respectivos objetivos comunicacionais.

Isso não que dizer que os veículos não são importantes, pelo contrário, veículos atualizados com frequência e que propiciem uma melhor comunicação são fundamentais; porém as organizações deveriam atribuir menos tempo a tais atividades. Até porque um profissional bem qualificado, por técnica e vivência com o assunto em questão, normalmente não tem problemas em desenvolver tais atividades com rapidez e eficácia.

Segundo o programa de pesquisa de comunicação interna de Kotler, a organização deve demandar 55% do seu tempo para a "Liderança", ou seja, para planejar estrategicamente como atingir seus públicos internos e objetivos; 30% em se inteirar, entender e fazer relações de como a cultura organizacional influi  nas atividades de comunicação interna; e apenas 15% para o gerenciamento de veículos.

Além disso, sendo o intuito da comunicação interna atender a uma demanda relacional, ou seja, fazer com que as pessoas se comuniquem; não da para abordar o assunto e não destacar também, a importância que a cultura e o clima organizacional influem para funcionamento e/ou adesão de um veículo ou ação, assim como, a necessidade de que estas exerçam o papel proposto.

Afinal nem tudo na comunicação interna se trata por meio de veículos, muitas vezes ações pontuais são necessárias para atingir determinados pontos a serem criados, trabalhados e/ou melhorados. Ressalto que a cultura e tudo que a engloba, faz parte deste processo, pois o ambiente, clima e os fatores que abrangem este conceito, são fundamentais para o aceitamento ou não do veículo ou ação em questão e devem ser alinhados ao planejamento estratégico para que se possa perceber qual o melhor tipo de ação e/ou veículo que devem ser utlilizados para determinado objetivo e/ou público.

Assim, antes de se preocupar somente com os veículos , a organização deve planeja-lo estrategicamente, baseando-se na cultura organizacional e todos os seus atributos, para que assim esta atinja o público alvo e seus objetivos de maneira eficaz, sendo por meio deste ou de uma ação de comunicação pontual.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Do futuro ninguém sabe, mas dá pra prever


O desenvolvimento do ser humano como indivíduo, é natural, assim como o de uma sociedade como um todo. Por isso, com o passar do tempo a rotatividade das necessidades básicas do homem cresceu. Previsíveis ou imprevisíveis, o pensamento coletivo acabou tornando-se cada dia mais indecifrável. Assim, surgiu a necessidade de profissionais capacitados em antever estas mudanças.
Tais profissionais são conhecidos como Cool-Hunters, ou para nós, Caçadores de Tendências. Seja no mundo da moda, alimentos, ou qualquer que seja, felizes são aqueles que têm uma “Bola de Cristal” e conseguem vender hoje o que nós iremos precisar amanhã.
No mundo da comunicação não é diferente. “Caçar” os principais aspectos que podem melhorar a comunicação, interna ou externa, de uma organização, é o pote de ouro no fim de qualquer arco-íris organizacional.
Para isso, foi realizado no final do ano passado o primeiro seminário do instituto global de tendências  e consultoria estratégica, Cenário Internacional de Tendências 2012, na O Future Concep Lab. Com a intenção de abordar as novidades dos “paradigmas do futuro”, termo desenvolvido pelo instituto a partir de estudos feitos no consumo que também foi discutido no encontro.
Aparece como consequência, a discussão sobre as modernas Relações Públicas. A modernidade pode, de certa forma, dar atualidade à tradição mesclando o velho com o novo e fazendo surgir a denominada "culturas híbridas". Pelas palavras de Mello e Souza (1994: 31 e 33), a modernidade caracteriza o surgimento histórico de uma nova cultura, em decorrência do industrialismo de massas: “A nova cultura é cética, portanto industrial-urbana, aberta em sua estratificação social e difícil de ritualizar-se devido à velocidade das transformações, que não permitem cristalizações de costumes e crenças”.
Ao  ver a sociedade globalizada de hoje, rica em tecnologia e em tempos da revolução tecnológica da informação, Otávio Ianni (1996:31) afirma que essa sociedade se mostra visível e incognita, presente e presumível (…) Ela está articulada por emissões, ondas, mensagens, signos, símbolos (…) Esses são os meios pelos quais se desterritorializam mercados, tecnologias, capitais, mercadorias, ideias, decisões, práticas, expectativas e ilusões.
Observando o alto desempenho desses “caçadores” e a ampla fonte de pesquisa existente hoje graças, principalmente, à globalização. Fica claro que para uma sociedade que não para de se transformar, é necessário sempre se pensar a frente do que vemos no dia a dia, dar a significativa importância a este campo que se desenvolve. Para portanto, estar plenamente conectado com a demanda exigida por seus públicos.

- IANNI, Otávio. A era do globalismo (1996).

sábado, 16 de março de 2013

Na prática...

      Ao analisarmos o âmbito da Comunicação, desde do conceito até a disseminação pelo chamado "mundo dos negócios", percebemos que a Comunicação Interna, em suma, é uma das últimas tendências nesse campo. 

      Essa surgiu pela necessidade, percebida por parte das organizações, de entender seus funcionários como um público estratégico, essencial para um melhor desenvolvimento e sucesso. Com isso, começaram a se preocupar não só em mapear esse público, mas também constituir um relacionamento com ele, procurando a melhor forma de dialogar. 

      Em relação a esse conceito e com base em pesquisas realizadas pelo físico David Bohm, Linda Ellinor e Glenna Gerad (1998) afirmam que o diálogo é uma prática de comunicação que transforma os que nela se envolvem e que, quando as organizações começarem a integrar esta prática a suas operações, serão alteradas as formas de trabalho no século XXI. Ou seja, já no final da década de 90, os próprios profissionais de Comunicação perceberam a importância da prática desse conceito.

      Contudo, na prática, por que esse conceito colabora para o crescimento e melhor funcionamento dos mecanismos de uma organização? A melhor palavra é engajamento. O grande intuito da Comunicação Interna é entender a equipe como um todo e promover a integração dela com a missão, visão e valores estabelecidos pela diretoria, para cumprir realmente a expressão de "vestir a camisa". Isso se deu porque por mais que os discursos dos diretores sejam convincentes e muito bem elaborados, sentimos que sem as ferramentas certas de comunicação para complementar, a realidade não acompanha o que foi dito.

      Assim, podemos entender a importância desse conceito e ainda mais, a importância de colocá-lo em prática, enxergando as tendências como ferramentas dessa execução!


Referência
KUNSCH, Margarida M. Krohling (org) Gestão estratégica em comunicação organizacional e relações públicas. São Caetano do Sul: Difusão, 2008.