sexta-feira, 22 de março de 2013

Do futuro ninguém sabe, mas dá pra prever


O desenvolvimento do ser humano como indivíduo, é natural, assim como o de uma sociedade como um todo. Por isso, com o passar do tempo a rotatividade das necessidades básicas do homem cresceu. Previsíveis ou imprevisíveis, o pensamento coletivo acabou tornando-se cada dia mais indecifrável. Assim, surgiu a necessidade de profissionais capacitados em antever estas mudanças.
Tais profissionais são conhecidos como Cool-Hunters, ou para nós, Caçadores de Tendências. Seja no mundo da moda, alimentos, ou qualquer que seja, felizes são aqueles que têm uma “Bola de Cristal” e conseguem vender hoje o que nós iremos precisar amanhã.
No mundo da comunicação não é diferente. “Caçar” os principais aspectos que podem melhorar a comunicação, interna ou externa, de uma organização, é o pote de ouro no fim de qualquer arco-íris organizacional.
Para isso, foi realizado no final do ano passado o primeiro seminário do instituto global de tendências  e consultoria estratégica, Cenário Internacional de Tendências 2012, na O Future Concep Lab. Com a intenção de abordar as novidades dos “paradigmas do futuro”, termo desenvolvido pelo instituto a partir de estudos feitos no consumo que também foi discutido no encontro.
Aparece como consequência, a discussão sobre as modernas Relações Públicas. A modernidade pode, de certa forma, dar atualidade à tradição mesclando o velho com o novo e fazendo surgir a denominada "culturas híbridas". Pelas palavras de Mello e Souza (1994: 31 e 33), a modernidade caracteriza o surgimento histórico de uma nova cultura, em decorrência do industrialismo de massas: “A nova cultura é cética, portanto industrial-urbana, aberta em sua estratificação social e difícil de ritualizar-se devido à velocidade das transformações, que não permitem cristalizações de costumes e crenças”.
Ao  ver a sociedade globalizada de hoje, rica em tecnologia e em tempos da revolução tecnológica da informação, Otávio Ianni (1996:31) afirma que essa sociedade se mostra visível e incognita, presente e presumível (…) Ela está articulada por emissões, ondas, mensagens, signos, símbolos (…) Esses são os meios pelos quais se desterritorializam mercados, tecnologias, capitais, mercadorias, ideias, decisões, práticas, expectativas e ilusões.
Observando o alto desempenho desses “caçadores” e a ampla fonte de pesquisa existente hoje graças, principalmente, à globalização. Fica claro que para uma sociedade que não para de se transformar, é necessário sempre se pensar a frente do que vemos no dia a dia, dar a significativa importância a este campo que se desenvolve. Para portanto, estar plenamente conectado com a demanda exigida por seus públicos.

- IANNI, Otávio. A era do globalismo (1996).

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