O desenvolvimento do ser humano como indivíduo, é natural, assim como o de
uma sociedade como um todo. Por isso, com o passar do tempo a rotatividade das
necessidades básicas do homem cresceu. Previsíveis ou imprevisíveis, o pensamento
coletivo acabou tornando-se cada dia mais indecifrável. Assim, surgiu a
necessidade de profissionais capacitados em antever estas mudanças.
Tais profissionais são conhecidos como Cool-Hunters, ou para nós,
Caçadores de Tendências. Seja no mundo da moda, alimentos, ou qualquer que
seja, felizes são aqueles que têm uma “Bola de Cristal” e conseguem vender hoje
o que nós iremos precisar amanhã.
No mundo da comunicação não é diferente. “Caçar” os principais aspectos
que podem melhorar a comunicação, interna ou externa, de uma organização, é o
pote de ouro no fim de qualquer arco-íris organizacional.
Para isso, foi realizado no final do ano passado o primeiro seminário do
instituto global de tendências e
consultoria estratégica, Cenário Internacional de Tendências 2012, na O Future Concep Lab. Com a intenção de
abordar as novidades dos “paradigmas do futuro”, termo desenvolvido pelo
instituto a partir de estudos feitos no consumo que também foi discutido no
encontro.
Aparece como consequência, a discussão sobre as modernas Relações
Públicas. A modernidade
pode, de certa forma, dar atualidade à tradição mesclando o velho com o novo e
fazendo surgir a denominada "culturas híbridas". Pelas palavras de Mello e Souza (1994: 31 e 33), a modernidade
caracteriza o surgimento histórico de uma nova cultura, em decorrência do
industrialismo de massas: “A nova cultura é cética, portanto industrial-urbana,
aberta em sua estratificação social e difícil de ritualizar-se devido à
velocidade das transformações, que não permitem cristalizações de costumes e
crenças”.
Ao ver a sociedade globalizada de
hoje, rica em tecnologia e em tempos da revolução tecnológica da informação,
Otávio Ianni (1996:31) afirma que essa sociedade se mostra visível e incognita,
presente e presumível (…) Ela está articulada
por emissões, ondas, mensagens, signos, símbolos (…) Esses são os meios pelos
quais se desterritorializam mercados, tecnologias, capitais, mercadorias,
ideias, decisões, práticas, expectativas e ilusões.
Observando o alto desempenho desses “caçadores” e a ampla fonte de
pesquisa existente hoje graças, principalmente, à globalização. Fica claro que
para uma sociedade que não para de se transformar, é necessário sempre se
pensar a frente do que vemos no dia a dia, dar a significativa importância a
este campo que se desenvolve. Para portanto, estar plenamente conectado com a
demanda exigida por seus públicos.
- IANNI, Otávio. A era do globalismo (1996).
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