Sabemos que comunicar algo a alguém não é uma tarefa muito fácil, isso porque o diálogo pode se definir em um jogo de ações cognitivas, psicológicas e físicas, que por depender de tantas variáveis, se torna muito complexo. Ou seja, ele não se baseia somente em palavras, mas também na maneira com que o receptor entende a mensagem e no ruído que interfere diretamente nesse entendimento. Foi por perceber essa complexidade que as organizações começaram a investir na área de Comunicação Interna, com o intuito de facilitar, não só o relacionamento entre a diretoria e os funcionários, mas também, o relacionamento entre as diversas áreas que constituem o organismo.
Ao analisarmos essa área, percebemos que um fator de grande influência é a tecnologia, que proporcionou maneiras rápidas e fáceis de comunicação em massa. Contudo, o grande aliado da comunicação acabou por se tornar um vilão pelo uso excessivo do relacionamento virtual, o que acabou por distanciar mais uma vez as pessoas dentro das organizações, desprezando o fato que o ser humano é um ser sociável e necessita do contato direto para se sentir parte de um sistema social.
Nesse contexto, surge uma nova tendência, a “Comunicação Face a Face”, que não despreza a tecnologia, mas também não abusa do uso dessa, equilibrando o contato virtual com o contato pessoal, e de certa forma, “obrigando” os diretores a “gastarem sola de sapato” circulando pelas dependências da empresa e conhecendo, mais a fundo, esse importante steakholder. Isso porque o público interno não deve ser somente um receptor de informações, mas também um produtor, dando sugestões e fazendo críticas, que são totalmente pertinentes se esses estiverem inteirados no negócio (missão, visão, valores). Levando essa questão, percebemos que a tecnologia e os veículos internos acabam por estabelecer um fluxo de comunicação inadequada, pois é um ambiente manipulativo, pois quem tem o comando diz o que quer, porém quem recebe não pode respondê-lo, fator crucial quando se fala em comunicação interna, pois se o funcionário não pode responder ao produto da mensagem, consequentemente ele procurará um colega para expor sua opinião, sua reflexão, sua percepção, podendo fomentar inúmeros conflitos.
Assim, podemos concluir que mesmo com as mudanças ocasionadas pela introdução a tecnologia foi em parte negativa, pelo uso excessivo dessa ferramenta, que apesar de facilitar na questão do tempo, gera um distanciamento na comunicação. Para reparar essa questão, temos que adotar a “comunicação face a face” e estabelecer uma comunicação de vias duplas, dando espaço para que o receptor possa ser também, produtor de informação.
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