O crescente
interesse que a memória institucional vem despertando nas organizações hoje
propicia um novo campo de trabalho aos Relações Públicas, de modo inovador e
efetivo. O conceito de memória ganhou uma nova concepção na medida em que houve
transformações, como a Revolução Industrial, cujas as preocupações culturais e
políticas foram surgindo caracterizadas como emergência da memória, remetendo a
volta ao passado. Com tudo isso, as organizações perceberam a necessidade de
construir programas de memória para estabelecer um maior comprometimento de
seus funcionários, além de apresentar para a sociedade o seu papel histórico. O
papel histórico das organizações impulsiona o processo de reconhecimento das
gestões passadas, permitindo pontuar situações favoráveis para o futuro. A
memória permite o redescobrimento de experiência e valores. Como pode ser visto
pela afirmação de Worcmam:
“A história de uma empresa não
deve ser pensada como resgate do passado, mas como marco referencial a partir
do qual as pessoas redescobrem valores e experiências, reforçam vínculos presentes,
criam empatia com a trajetória da organização e podem refletir sobre as expectativas
dos planos futuros. A sistematização da memória de uma empresa é um dos
melhores instrumentos à disposição da comunicação empresarial e corporativa.
Isto porque as histórias não são narrativas que acumulam, sem sentido, tudo o
que vivemos. O grande
desafio está em saber utilizá-las” (2004, p.23).
A memória institucional, segundo
Nassar, fortalece o sentimento de pertença das redes de relacionamentos entre
os públicos. Ela representa a mediação entre o passado e o presente, promove a
preservação do capital emocional e intelectual do patrimônio técnico e
informativo, preserva o patrimônio intangível da empresa. Na concepção de
Nassar, a memória empresarial é,
[...]
o conjunto de
sensações, lembranças e experiências, tanto
boas como ruins, que
as pessoas guardam de sua relação direta
com uma empresa. Por
isso, mais do que produtos e serviços,
as empresascompartilham, seja com seu colaborador, seja com
a comunidade, seu
imaginário organizacional (2007, p. 179).
Assim, percebemos que a cultura, os comportamentos, os símbolos, a identidade e a comunicação que são elementos formadores da personalidade e imagem da empresa são, também, os grandes pilares da memória e ao serem pensados e explorados em conjunto podem consolidar positivamente a imagem social e principalmente, colaborativa em reforçar valores e experiências da empresa de forma transparente e histórica.
Referências Bibliográficas:
Geraldes da Porciúncula, Cristina Russo: “Funções
das Relações Públicas Aplicadas e Programas de Memória Institucional”
NASSAR, Paulo. Memória de Empresa: história e
comunicação de mãos dadas, a construir o futuro das organizações. São
Paulo: Aberje, 2004.
WORCMAN, Karen. Memória do futuro: um desafio. In
NASSAR, Paulo. Memória de
Empresa: história e comunicação
de mãos dadas, a construir o futuro das organizações. São Paulo: Aberje, 2004.

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