segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Cultura Sustentável!

Hoje em dia, muito se tem dito sobre a importância da sustentabilidade nas organizações. Em comunicação interna, podemos associar esse valor a cultura de diversas organizações que dizem estar inseridas nesse "contexto sustentável". Assim, mostraremos o intuito que deve vir por trás ao propagar de possíveis ações sustentáveis dentro da comunicação interna, frente ao ponto da importância da cultura ser implementada de forma autentica.

Primeiramente, para se considerar uma organização ou um sistema como sustentável, têm que ser cumpridos três requisitos básicos: o socialmente justo, o ecologicamente correto e o economicamente viável. Tal premissa pode ser confirmada por Ernst Ligteringenpresidente do GRI (Global Reporting Initiative), quando defende a ideia de que “Pessoas, planetas e lucros não podem ser pensados separadamente”.

Com certeza, o conceito de Sustentabilidade é algo muito importante nos dias de hoje, quando vemos o impacto que ela gera, no sentido da imagem gerada em cima de sua aplicação; em seus benefícios e principalmente também quando consideramos o conceito de economia como mediadora de recursos naturais escassos frente a vontades humanas infinitas. Ou seja, na teoria o economicamente viável deveria ser o equilíbrio do socialmente justo e do ecologicamente correto; porém, na prática todos sabemos que não é bem assim que acontece.

Levando em conta esse contexto, podemos explicar o motivo pelo qual percebemos uma relação direta da sustentabilidade com a ética. Primeiramente, O “socialmente justo” ou “pessoas”, como aponta Ligteringe, mostra o a base do conceito de sustentabilidade, desmembrado em sua necessidade de entender a ética, como parte da filosofia dedicada ao estudo de valores morais e princípios do comportamento humano.

Com essas determinantes, podemos relacionar os termos, ou seja, sustentabilidade é ter consciência dos efeitos tangíveis e intangíveis do comportamento humano.     

Sendo assim, é fácil colocar em questão as políticas públicas, o governo e muitas organizações, que prioriza lucros cada vez maiores, deixam de lado todo o resto; muitas vezes procedendo de maneira imoral.

Claro que, podemos também, atribuir tal desvio do conceito, a sociedade pós-moderna em função de sua comodidade (basicamente causado pela complexidade de nossos tempos e o sistema em que estamos inseridos; o tal do “Capitalismo Selvagem”), além de que, a mentalidade de que o individuo pensa e age em pensamento de crescimento a favor de si mesmo e não a um bem coletivo.

Portanto, tais fatores deixam evidente o desvio no conceito de Sustentabilidade por parte da conjunção da sociedade e nos leva a perceber que no contexto atual há uma grande necessidade de reconstituição das variáveis para que esse conceito seja (re)composto de maneira ideal.  

Porém vale lembrar que este conceito, assim como sua tentativa de aplicação só foi criado por existir ética e que essa, esta em desenvolvimento quando comparada as limitações da sociedade, ainda que em função da necessidade.

Com isso, podemos concluir que a autenticidade do valor da ação em questão deve existir para que não caia em vão e, assim, podemos abranger para diferentes temas que estão ligados diretamente em dar um retorno compensatório a sociedade. Isso pode ser visto como uma verdadeira tendência em comunicação interna e deve ser pensado ao abordar esse e outros assuntos, que possuem implicações sociais, mesmo que em discurso. 

A sustentabilidade sempre será uma tendência, então devemos olhar para ela com olhos pontuais e acertivos.



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